quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Ariano, posso...




– Ariano, posso tirar uma foto com você?

– Claro, minha filha.







































Minha gente, de onde apareceu tanta mulher eu não sei. Mas que Ariano deve ter se sentido o próprio Gianecchini, isso sim.

Não vou citar nomes, mas tem uma lá trás que só aparece o olho.

Outra, lá embaixo, botou a mão no joelho pra se abaixar e fazer bonito no click.

E a minha cara de “tô me segurando pra não rir”, e ao mesmo tempo sentindo uma vergonha alheia por toda aquela tietagem!

Ariano Suassuna é poeta, dramaturgo, romancista e idealizador do Movimento Armorial. Um movimento que tem como conceito criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular.


Popular ≠ Povão


Entendam a diferença...


[Populares em manifesto]







[Mulher num belo "à milanesa" na praia]










É Ariano, faltava essa pro seu currículo!

E eu que queria botar minha foto numa moldura...





sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Cuide bem do seu Bonsai

Um dia, algum horticultor teve a idéia de plantar uma árvore em um jarro. Para isso, a espécie teve que ser miniaturizada, sem que a sua genética fosse alterada, preservando em proporção o tamanho de seus frutos ou suas folhas. Foi mais ou menos isso que os chineses fizeram por volta do século VIII, quando apenas nobres cultivavam esses exemplares. Bonsai, que em japonês quer dizer "árvore em bandeja”, é uma arte que exige muito mais que técnicas de jardinagem,exige, também, muita dedicação.
Hoje em dia muitas pessoas cultivam Bonsai pelo mundo todo, e cursos são oferecidos a bonsaistas iniciantes, onde é possível aprender dicas sobre poda, rega, adubação e outros cuidados. Mas o que poucos sabem, é que o Bonsai reflete em sua vitalidade, o sentimento de quem o cuida. Segundo a lenda, um homem deu à sua noiva um lindo Bonsai Negari, sem saber ele, que a sua amada estava predestinada a cuidar da planta como se estivesse cultivando o seu amor naquele jarro.No começo, ela regava duas, ou até três vezes por dia, mais do que o indicado. Assim como dedicava o seu amor, mais do que o estimado. Ela ansiava pela primavera, para poder fazer a primeira poda. Reduziu o tamanho das folhas e deu um novo formato à árvore, deixando-a ainda mais bonita. Até que depois de um certo tempo, ela descuidou do Bonsai. Também já não amava o seu noivo como antes, não lhe dava atenção, assim como não regava a planta. As raízes começaram a ficar expostas, o caule cada vez mais inclinado para o mesmo lado em que o sol batia, e a folhagem ressecada. O noivo perguntou se ela ainda cuidava do Bonsai, e vendo que não, sugeriu que ela trocasse o adubo. E é mais ou menos isso que acontece com a maioria dos casais que passam por maus momentos em seus relacionamentos. É preciso repor os nutrientes, o solo não pode estar muito úmido, nem muito seco, tem que haver um equilíbrio. Mude tudo que está errado no seu amor, procure um meio-termo, sem exageros. Não há uma regra geral para a quantidade de água, mas enquanto o solo estiver encharcado, será suficiente. Dê amor sem pensar no quanto, mas até que se sinta amado o bastante. Dê luz à sua planta apenas algumas horas do dia, ela prefere o escuro e os locais mais arejados. Lembre-se que cada um precisa do seu espaço, e de liberdade. Dessa forma, a moça aprendeu a cuidar do Bonsai, e recuperou o seu amor.

Você deve estar se perguntando o porquê de até hoje o seu Bonsai estar com as folhas secas, as raízes expostas, e o caule inclinado pro lado que o sol bate. Vai ver você ainda não aprendeu a cuidar do seu Bonsai. Ou talvez, ainda não tentou aprender.



P.S.: A lenda do Bonsai na verdade não existe, criei apenas para dar ilustração ao texto.

Jeito fera de ser (Parte II)


No ferês o apelido é muito mais forte que o nome. E com toda razão. Utilizando esse artifício, não há possibilidade de cometer qualquer tipo de engano, e ainda permite saber se a pessoa, de fato, conhece o indivíduo.

Exemplo:

Apelido: Chico do Monza

Nome: Francisco Cláudio da Silva

Se você chegar no bairro e perguntar por Francisco Cláudio, as pessoas não saberão responder, isso é fato. A primeira coisa que irão perguntar é: "É um q tem um monza é fera?”.

Relato de um apreciador do “jeito fera” de falar:

“Tinha uns feras que moravam numa favela perto do meu prédio que às vezes jogavam bola. Os apelidos: Catota, Suvaco,Ninoca,Capilé, Deda, Naudo, Junho, Frauvo, Galegu, Alemão.
Aí, quando alguém fazia alguma besteira jogando, eles falavam:

“Porra suvaco, vou dá-le um cocoroti no quengo VÚ!”


Felipe Marrone posando pro Blog Só Maria. "Fera que é fera vai pra jovem!"


O Jaísmo

Outra peculiaridade da língua é o Jaísmo, uma demonstração clássica de colocação pronominal do dialeto ferês:

Exemplo:

Nalva – Suedsuoooooo vem tuma banho minino maluvido!!
Suedson – Eu JÁ vou JÁ!

O Suedson usou conscientemente o jaísmo como uma pró ênclise, pois o jaísmo é utilizado em expressões de ênfase. Suedson só estava querendo dar a certeza de que ele estava indo tomar banho no último JÁ.
Portanto, o Jaísmo é um exemplo clássico de colocação pronominal no dialeto ferês.

Outros exemplos:

Eu JÁ peguei JÀ!
Eu JÁ fui JÁ!

Pra finalizar, eu abri um espaço onde os apreciadores do “jeito fera de ser” podem contar alguma coisa fera que já fizeram.

OBS: Os feras usaram pseudônimos para preservar a verdadeira identidade.

“Eu já coloquei tampa da margarina no pneu da bicicleta pra fazer barulho como se fosse um motor.” (Marcos Suel)

"Eu tinha um tênis, tava velho para peste, mas adorava o bicho. Em uma viagem , só tava com ele de calçado e solado caiu. Pra não ficar descalço, aderi a moda fera: amarrei o solado com o cadarço. Eita fera da peste!” (Marlou Brando)

“Eu já fiz um mói de coisa de fera q nem dá pra contar tudo aqui, mas minha irmã do meio foi campeã. Tava ela na feira de Camela (município perto de Ipojuca, onde minha mãe nasceu), onde passávamos férias quando éramos pequenas, e ela queria comprar um pacote de biscoito chamados waffers (pronuncia -se uêifers), muito apreciados na época ( tinha morongo, chacolate,imbacaxi,palmilha). Ela tinha uns 11 anos e foi numa barraca ver se tinha, e pensou "esse fera não vai entender se eu pedir ueifers, vou falar a língua dele. E lascou um: "Moço, tem Váfers?"
No que o fera respondeu: "Tem ,fia, mas é UÊIFERS,ví, né VÁFERS não!"
A pobre da minha irmã.Até hoje a família tira onda.” (Kelly Xarlene)

Se você também já fez alguma coisa de fera, ou conhece um, conte pra gente a

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Jeito fera de ser (Parte I)


Já se foi o tempo em que o inglês era a língua universal, era charme hablar em espanhol, ou fazer biquinho pra falar francês.

Porque difícil mesmo é falar “feitu fera”.



Definição:

É uma combinação complexa de VI, VU, ecos e redundâncias. Possui um vocabulário muito vasto, que tem em sua pronúncia o principal diferencial.

Frases como:

"Tu soi fogo vi!?"
"Eu JÁ parei cum isso JÁ"
"Eu vou amucega esse ombidus vú!"
"Esse toca-fita é daquele de CD é?"
"Eu num seiu naum vi."
"Tu fala expricado que só!!"
"Naduuôôô.....quase que a bicicreta pega ineum."
"Fera, intera meu compreto."
"Qui fosse otro vu!?"
Todas essas expressões fazem parte do dia-a- dia dos FERAS.



Modos de identificar um fera:


Possíveis nomes:
Naduo, Welintuo, Waxingtuo, Biruiduo, Suedsuo...entre outros.

Como se locomovem: Bicicreta, ombidus, di a pé e moto tombein.

Onde está o pequeno Wallace???


Milhões de pessoas já falam fluentemente o dialeto ferês, e recomendam àqueles que ainda não tem o domínio da língua, fazer um intercâmbio na favela mais próxima.

Algumas contribuições dos feras:

"Oa marcelo eu já vô indo já porque vô dar uma passadinha ali no Hospital Roberti Seis."

Traduçao: Hospital Albert Sabin

“Colocasse a peluca no vrido?”

Tradução: Película, vidro

“Hoje eu to sem inchegar nada... porque eu disnatei a bubilha."

Tradução: Dilatei a pupila.

"Dotor se eu visse uma "arma" sebosa dessa arranhando o carro, eu ia ficar só olhando até o "arma" terminar o seuvisso dele, quando ele terminasse eu quebrava os dois braços, ingual um amigo meu fez quando viu um robando as carlotas dum carro."

Tradução: Serviço, calota.

"Num seiu qui eu vô porque o Vauter Parqui é muito caro."

Tradução: Water Park.

“Aí vêi um oimbu dali né? Aí vinha uma moto ali né? Aí foi, foi, foi, foi e bêi !!! Aí vige, apoi foi fêi dimai o hômi avuano pra detrai do pé di pau. Aí apoi foi isso, seu doto.”

(Sem trdução)

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Pelas crianças de Cabul


“No Afeganistão têm muitas crianças, e pouca infância”.


Essa foi apenas umas das frases que me marcou após ter lido O Caçador de Pipas, do afegão Khaled Hosseini. Se eu pudesse botar nos outdoors da cidade um aviso para que todos lessem essa obra prima, não seria exagero comparado ao brilhantismo que é este livro. Faria isso pelo simples fato de que a mensagem deixada após o fim da leitura, é coisa que, acredito eu, impossível de ser esquecida.

O livro se passa em Cabul, capital do Afeganistão, em meio aos campeonatos de pipa que acontecem na cidade no período pré-guerra civil. É nessa época que é contada a história de dois garotos de etnias diferentes. A amizade envolvida por sentimentos de culpa e redenção, de um menino rico chamado Amir, e o filho de um empregado da família, Hassan. A história começa com a queda da monarquia do Afeganistão, decorrente da invasão soviética, a massa de emigrantes refugiados para o Paquistão e para os EUA e a implantação do regime Taliban.

O autor consegue levar até o leitor o sentimento de amargura que é viver em um país cujas crianças perdem seus pais ainda muito novas, cidadãos são perseguidos por generais taliban, e as mulheres são humilhadas, apedrejadas em praça pública, e reprimidas.

Várias palavras em farsi, a língua falada no Afeganistão, são mencionadas no decorrer da história, o que desperta um interesse no leitor em saber ainda mais sobre a cultura do Oriente Médio. Ao tratar carinhosamente uns aos outros, os personagens acrescentam ao fim de cada nome o termo jan, com por exemplo, Amir jan, Baba jan. Baba, que quer dizer pai, é quem no livro explica ao filho Amir, que só existe um pecado na vida, e esse pecado é roubar.


“Ao matar, você está roubando uma vida, roubando da esposa o direito de ter um marido, roubando dos filhos um pai. Quando mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando trapaceia, está roubando o direito à justiça”.


Quando o livro acaba, um vazio toma conta, e não é à toa que muitos falam da sensação de "depressão pós Caçador de Pipas". Uma história cheia de emoções, que eu diria apenas que leiam. Afinal, ler é um privilégio para poucos. Façam pelas crianças afegãs, cujo sonho de aprender a ler é algo distante. Pelas mulheres que são proibidas de ouvir música, ler ou ver TV. Pelos homens que dão a vida por um país que nada pode fazer por eles. Leiam, e depois me digam o que sentiram.

Mais uma coisa, o livro vai virar filme, e está sendo produzido pelo diretor Marc Forster, e chega ao Brasil (infelizmente) só em janeiro de 2008.


Salaam Alaykum, Maria jan


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Do Youtube para a fama!

Abaixo do patamar dos atores globais (mas já bem perto), os atores amadores “youtubais” estão se destacando cada vez mais em vídeos de produções caseiras postados no site.

É o caso do jovem brasiliense Guilherme Zaiden, de 18 anos, que vem se consagrando na indústria cinematográfica da internet com seus vídeos pra lá de criativos. O sucesso se consolidou com o curta “Confissões de um Emo”, narrado pelo personagem “Boquinha de Algodão”, que causou grande polêmica por parte dos jovens integrantes do movimento. Em entrevista recente, Zaiden falou sobre a fama, o assédio dos fãs no Orkut, e salientou que não quer ser visto apenas “como um rostinho bonito e um corpinho sarado na telinha”.


Ele também confirma ter recebido propostas para posar nu, mas que não vai sair em nenhuma revista porque a sua mãe não deixou. Sete são as produções feitas pelo estudante, que vão de regravação de clips famosos, como Promiscuous”, da cantora pop Nelly Furtado, até um telejornal evangélico “Jesus te ama”, apresentado pelo Pastor Cerafim, que na minha opinião, é o melhor.

Sabe quando eu digo que “a porta do céu mede 40 cm”? É desse vídeo que tirei essa máxima. Enfim, o garoto tem um forte senso crítico, e concilia criatividade, ironia e sarcasmo, em seus vídeos, finalizando em ótimos trabalhos.



Alguns links dos vídeos de Guilherme Zaiden

Confissões de um Emo

Promíscua

Jesus te ama

Entrevista com Guilherme Zaiden

Contos de Fadas em versão jornal popular

Essa é pro pessoal que faz jornalismo, ou interessados no assunto!


Depois que eu e minha turma de redação fizemos um exercício na aula, onde em um jornal sensacionalista a história do Patinho Feio ganhou a manchete “Pato é filho do urso”, a história do Soldadinho de Chumbo passou a ser um crime passional entre o triângulo amoroso boneco de mola, Soldado “saci-pererê” e a bailarina, fiquei sabendo que a história da Chapeuzinho Vermelho também apresenta outras versões.



COMO SERIA A HISTÓRIA DE CHAPEUZINHO VERMELHO NAS MANCHETES DAS PRINCIPAIS REVIS TAS E JORNAIS



JORNAL NACIONAL - (Willian Bonner) "Boa noite. Uma menina de sete anos foi devorada por um lobo na noite de ontem". (Fátima Bernardes) "Mas graças à atuação de um caçador não houve uma tragédia”.



FANTÁSTICO - (Glória Maria) "... que gracinha, gente, vocês não vão acreditar,
mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é
mesmo...


CIDADE ALERTA -
“... Onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? A menina ia a pé para a casa da vózinha. Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva. Um lobo, um lobo safado. Põe na tela, primo! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo não!


O ESTADO DE S. PAULO - Lobo que devorou Chapeuzinho seria afiliado ao PT.


FOLHA DE S. PAULO - Legenda da foto: "Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de
seu salvador". (Na matéria, um box com um zoólogo explicando os hábitos
alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi
devorada e depois salva pelo lenhador.)


ISTOÉ - Gravações revelam que lobo foi assessor de influente político.


VEJA -
...fulano de tal, 23, o lenhador que retirou Chapeuzinho da barriga do
lobo tem sido considerado um herói na região. “O lobo estava dormindo, acho que
não foi tão perigoso assim”, admite.

JORNAL DO BRASIL - "Floresta: Garota é atacada por lobo". (Na matéria, a gente
não fica sabendo onde, nem quando, nem mais detalhes.)

O GLOBO - "Retirada Viva da Barriga de um Lobo". (Na matéria, terá até mapa da
região. O salvamento é mais importante que o ataque.)

NOTÍCIAS POPULARES - Sangue e tragédia na casa da vovó.

Revista CLÁUDIA - Como chegar na casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos
lobos no caminho.

Revista NOVA - Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama.

MARIE-CLAIRE - Na cama com um lobo e minha avó, relato de quem passou por essa
experiência.

CARAS - (com ensaio fotográfico). Na banheira de hidromassagem na cabana da
vovozinha, em Campos de Jordão, Chapeuzinho reflete sobre os acontecimentos:
"até ser devorada, eu não dava valor para muitas coisas da vida, hoje sou outra
pessoa" admite.

CAPRICHO - Esse Lobo é um Gato!

PLAYBOY - (Ensaio fotográfico com Chapeuzinho no mês do escândalo). Título de
capa: " Veja o que só o lobo viu".

G MAGAZINE - (ensaio fotográfico com lenhador). Título de capa: "Lenhador mostra
o machado".

Coca-Cola é do Demo

Pra quem não acreditou quando eu disse na aula que a Coca-Cola tinha um pacto com o demônio, ta aí o link da mensagem subliminar desse refrigerante cuja fórmula não é secreta à toa.

Droga + Cola = Coca-cola

O fabricante alega que o produto pode ser utilizado para desenferrujar maçanetas e dobradiças, desentupir sifão e encanamento de vaso sanitário, remover esmaltes e tintas, desgrudar super-bonder, imunizar contra radioatividade e como aditivo em supercombustíveis, desgrudar chiclete do cabelo, ajudar a vencer a Copa do Mundo, além de tocar MP3, e dar muita celulite.


Ehhh, nada de Papai Noel nem urso polar fofinho, o site mostra (clique aqui ), em uma animação, o logo do refri mandando um recadinho pros seus consumidores.



Exemplo de Pai

Antes da primeira postagem, vou fazer algumas apresentações.

Na hora de criar o nome do blog, me peguei por uns dez minutos pensando num título legal, criativo, e ao mesmo tempo simples. Não vinha uma idéia sequer. Lembrei que desde que eu me entendo por gente, quando alguém pergunta o meu nome e eu respondo, sempre tem quem pergunte “Maria de quê?”, e eu respondo: “Só Maria”.

Engraçado, mas ao contrário do que eu imaginava, minha mãe pensou sim em de quê a Maria dela seria. Maria do jeito simples mesmo, só Maria, sem Júlia, Eduarda, ou qualquer outro nome depois. Bem direto né? Essa é a idéia do blog, que de um jeito não muito complicado, eu poça compartilhar com vocês tudo aquilo que eu reúno no “favoritos” do meu internet explorer, e no “favoritos” do meu dia-a-dia mesmo, coisas que quando eu mostro pra alguém, tem quem diga “Só Maria, pra vir com uma dessas”.


Para refletir...

Vale a pena dedicar os quatro minutos que duram esse vídeo para assistir esse exemplo de determinação, amor e carinho deste atleta do Ironman. Olhem o que este pai fez para realizar o sonho do filho, e que sirva de lição para nossas vidas.
O filme não se refere a um "mero" triatlon (750 metros de natação / 20 km de bicicleta / 5 km de corrida), o que, por si só, já seria um feito maravilhoso. Coisa de que um pai sentiria orgulho pra sempre. Na verdade, o esforço sobre-humano desse pai foi feito, acredite se quiser, num Ironman, 3.8 km de natação / 180 km de bicicleta / 42 km de corrida. Em determinado ponto da prova (e a prova tem um tempo limite para ser executada), o pai quase foi impedido de prosseguir, pois já ultrapassara o limite permitido. Mas, por ser uma situação especial, deixaram-no prosseguir até o fim. Perceba pelo filme, que pai e filho terminam a prova somente no dia seguinte.


O pai se chama Dick, vive em Winchester, nos EUA, com o seu filho Rick e a esposa. Ao nascer, Rick foi estrangulado pelo cordão umbilical durante o parto, ficando com uma lesão cerebral e incapacitado de controlar os membros do corpo. Rick se comunica através de um computador adaptado, e foi através dele que disse ao pai que queria participar de sua primeira corrida. Não só um desafio para o garoto, como também para Dick. E que vem sendo traçado desde 1979, quando correram pela primeira vez a Maratona de Boston.

Hoje, Dick Hoyt já participou de 212 triatlons, inclusive quatro cansativos Ironmans de 15 horas no Havaí. Deve ser demais alguém nos seus 25 anos de idade ser ultrapassado por um velho rebocando um adulto em um barquinho, você não acha? Então por que Dick não competia sozinho?
”De jeito nenhum”, ele diz. Dick faz isso apenas pela sensação que Rick pode ter , e demonstrar com seu grande sorriso enquanto correm, nadam e pedalam juntos.
Este ano, aos 65 e 43 anos de idade respectivamente, Dick e Rick completaram a 24ª Maratona de Boston na posição 5.083º entre mais de 20 mil participantes. Seu melhor tempo? Duas horas e 40 minutos em 1992, apenas 35 minutos a mais que o recorde mundial que, caso você não saiba, foi batido por um homem que não empurrava ninguém numa cadeira de rodas enquanto corria.
“Não há dúvida!”, digita Dick, “Meu pai é o Pai do Século”.

E é mesmo.