segunda-feira, 16 de julho de 2007

1984

Pra quem assistiu ao filme. Ou se ainda não, uma boa indicação.



No romance de George Orwell, a transformação da realidade é o tema principal, associado ao uso da censura e manipulação de informações, sob o regime do Grande Irmão. Enaltecer e jamais denegrir o regime. Estes são os ideais de controle de massa observados na obra.

No entanto, muito antes de Orwell pensar em escrever 1984, já eram usadas outras formas de manipular o pensamento da população, em detrimento de uma forma de governar. Em meados de 286 a.C., no Império Romano (o mais duradouro da historia da humanidade), quando o imperador ou o senado queriam manter o povo ocupado para fazerem a sua política sem contestação ou barreiras, estes decretavam jogos de gladiadores para manter o povo distraído.

Hoje em dia, com as grandes tecnologias existentes, se torna ainda mais fácil induzir as pessoas a pensar e agir de uma forma que talvez nem queiram. O escritor William Burroughs, autor da obra A Revolução Eletrônica, segue esta linha de pensamento, ao dizer que a palavra é um instrumento a serviço do poder instituído, que tem a força de falsificar a realidade, dependendo de como é emitida.

Para Burroughs, os veículos de comunicação de massa, nas mãos dos jornalistas, só transmitem a verdade que lhes interessam. A finalidade é impedir que as pessoas pensem por elas próprias, perdendo o espírito crítico, e passem a aceitar como verdade universal, o que é transmitido através dos meios de comunicação social.

Para o editor do jornal francês Le Monde Diplomatique, no cenário atual, os diversos meios de comunicação perderam importantes referências para dar lugar à lógica empresarial. “Não há objetivo cívico nem ético. Não há mais aquele sentimento de corrigir a democracia quando fosse preciso.”

Hoje em dia, no lugar das arenas lotadas para os jogos de gladiadores, são os estádios de futebol que lotam. A população pára ao assistir a copa do mundo. Uma maneira de manter a mente do povo ocupada, aos moldes do Império Romano. Ainda mais que as eleições acontecem de quatro em quatro anos, justamente nos mesmos anos que o Mundial. As pessoas se envolvem com a emoção do futebol, dando menor importância à política. Os jogos de gladiadores alienavam a população na antiguidade, assim como o futebol aliena, hoje, o público, e como uma imprensa manipuladora, subjugada por gigantes midiáticos, pode pensar por uma população.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Jogue mais, garoto!

Acabei de fazer 10000000 abdominais!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk



terça-feira, 8 de maio de 2007

Good Night Dad


Algumas pessoas sentem saudades de algo que nunca tiveram.

De um amor que nunca existiu, de um lugar que nunca visitaram, ou de um momento que até então não viveram. Eu sinto saudades de um show dos Beatles que nunca fui. Mas me vejo perfeitamente nos anos 70, passeando pelas ruas de Liverpool, usando uma daquelas meias de lurex e sapatos de plataforma. Saudade ainda maior, sinto quando escuto “Beautiful boy” de John Lennon. Sinto saudades pelo Sean, filho de Lennon.

“Good night Sean, see you in the morning. ... ”.

É o que diz o pai ao filho, bem baixinho, no fim da música.

Uma vez, ao ser entrevistado para uma revista norte-ameriaca, Sean falou da saudade que sente do pai, mas que se conforta pelo fato de todas as noites ouvi-lo o botar pra dormir.



quarta-feira, 2 de maio de 2007

Tribalistas não sabem namorar...


Na hora de cantar, todo mundo enche o peito nas boates e gandaias, levanta os braços, sorri e dispara: "... eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também..." No entanto, passado o efeito da manguaça com energético, e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração tribalista se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.

Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, de que toda ação tem uma reação? Agir como tribalistas tem conseqüências, boas e ruins, como tudo na vida. Não dá, infelizmente, pra ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém.

Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e, nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.

Embora já saibam namorar, os tribalistas não namoram. "Ficar" também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é "namorix". A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho.

Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada. Caso uma das partes se ausente por uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, afinal, não estão namorando. Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança? A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais.

Assim, como só deseja a cereja do bolo tribal, enxerga somente o lado negativo das relações mais sólidas. Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas, e a troca de cumplicidade, carinho e amor.

Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só pra dizer boa noite, ter uma boa companhia pra ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém pra fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar. Já dizia o poeta que amar se aprende amando. Assim podemos aprender a amar nos relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos, sensações.

Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos. E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento...

É arriscar, pagar pra ver e correr atrás da tão sonhada felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins. Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também... É não ser livre para trocar e crescer... É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida SOLIDÃO...

"Seres humanos são anjos de uma asa só, para voar tem que se unir ao outro”.

ARNALDO JABOUR






sexta-feira, 13 de abril de 2007

Prova de Jornalismo e Novas Tecnologias


1) O escritor baiano João Ubaldo Ribeiro afirmou: "A única coisa boa do futuro é que não vou estar lá". Você concorda? Por quê?



Durante os últimos cem anos, os avanços da ciência foram notáveis, marcando um período de mudanças e transformações. O futuro vem chegando acompanhado de descobertas, e causando temor àqueles que fogem do novo. Concordando com esta afirmação, o escritor baiano João Ubaldo Ribeiro pronuncia-se: "A única coisa boa do futuro é que não vou estar lá.”.

Para essas pessoas, a evolução tecnológica causará um forte impacto nos aspectos econômicos, sociais e culturais da civilização. Os sentimentos de medo do futuro são: preocupação, insegurança, ansiedade, irritação. Neste parâmetro se tem a sensação de que alguma coisa vai ou pode dar errado, pelo simples fato de que cômodo mesmo, e dar continuidade a forma habitual de se viver, livre de transformações.


Será o futuro?


Prever o futuro ou, pelo menos, compreender como o desenvolvimento tecnológico vai afetar a vida das pessoas não é tarefa fácil. No entanto, é necessária uma adaptação a novos produtos e invenções para enfrentar o competitivo mundo comercial de amanhã. Caso contrário, o cidadão que teme as mudanças corre o risco de se tornar obsoleto.

Para o sociólogo Bernardo Kucinski, Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP), o período que se prossegue “é o início de uma revolução, parecida talvez com a Revolução Industrial”, apesar de existir relutância quanto ao uso do termo revolução.

O futuro possibilita continuamente o desenvolvimento da informática, a evolução das ciências biológicas, a manipulação molecular da matéria, assim como a adaptação do homem a essas mudanças. O jornalista Ethevaldo Siqueira, autor do livro 2015, como viveremos, faz uma previsão para esta data, afirmando que o número de usuários de celular chegará a três bilhões, em um universo de cerca de 7,2 bilhões de habitantes que a Terra terá então.

João Ubaldo Ribeiro pode não querer fazer parte deste futuro próximo, mas também já se rendeu à praticidade que a tecnologia reserva para atrair as pessoas. O escritor já não escreve mais à mão a coluna dele para o jornal Diário do Nordeste, ele recorre ao computador. É o que ele mesmo diz na publicação do impresso para o dia três de junho de 2006.


terça-feira, 3 de abril de 2007

Quitanda



Este motel vem adotando uma campanha publicitária 100% natureba.


À base de frutas!!!!



domingo, 25 de março de 2007

Mude


Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.

Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.

Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.

Durma no outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.

Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais...
leia outros livros,
Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.

Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.

Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.

Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado...
outra marca de sabonete,
outro creme dental...
tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.

Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.

Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.

Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda !

Edson Marques


Repito por pura alegria de viver:
a salvação é pelo risco,
sem o qual a vida não vale a pena
(Clarice Lispector)


sábado, 17 de março de 2007

Aí se garante no estrangeiro

Radialista muito fera narrando músicas em inglês(?) !!!!
Vejam!!!

Pra mim o melhor é quando ele anuncia Lenny Kravitz! De onde ele tirou isso?
Hahahahahaha



quinta-feira, 15 de março de 2007

Tombos ao vivo

Vou colocar aqui uma série de vídeos com belos tombos que aconteceram ao vivo!
Pra descontrair um pouquinho, já que o pessoal andou reclamando do post dos quadros com mensagens subliminares. Ficaram com medo! hahahahhaha

Divirtam-se!


Pra começar, um clássico da TV Brasileira! Tino marcos, jornalista esportivo, se garantindo na queda da arquibancada.




Esse outro aqui tamém é muito bom! Não é da Globo, mas a mulher caiu com estilo na concorrência!



Esse é uma relíquia, e só um telespectador assíduo vai notar de primeira!





Mais esse pra encerrar. Não é um tombo, mas esse magnífico choque que o jornalista Lasier Martins levou tem que entrar no Ranking! heheheheh adoooooooro isso!


quarta-feira, 14 de março de 2007

Precisando mudar o visual?




Vilma Flinstone, Marge Simpson, Jane Jetson e Velma já usam Dove.
Só falta você!







Falando em Dove, lembrei de um Vídeo muito bom! Assistam!

Muito boa a publicidade da Dove.





terça-feira, 13 de março de 2007

Série Mensagens Subliminares



Mais um post da série Mensagens Subliminares!

Estes quadros que irei mostrar, certamente vocês já viram em algum lugar. Seja na casa de um conhecido, ou na própria casa de vocês. O interessante é pensar que quantas pessoas possuem esses quadros até hoje, sem saber o terrível significado que eles guardam.

A história é a seguinte, existe um total de 27 quadros, que em sua grande maioria, aparecem crianças curiosamente chorando. O autor destes quadros, conhecido hoje como Bragolin, há muitos anos atrás resolveu ir ao programa Fantástico da Rede Globo, e revelar a verdade oculta em seus quadros. Diz ele que nunca havia vendido uma tela em sua vida e então resolveu fazer um pacto com as "forças do mal", e que estes quadros traziam para dentro das casas das pessoas que os adquirissem, muitos coisas negativas como maus presságios, fluídos negativos e enfermidades.

O autor, então, pediu que quem tivesse estes quadros em casa que os destruíssem, pois ele estava arrependido do que tinha feito. Para entender o que os quadros trazem de oculto, basta vira-los ao contrário e ver as mais diversas mortes. Veja, também, que em muitos quadros aparecem as crianças com as pupilas dilatadas, ou seja, estavam mortas quando foram pintadas.


O quadro abaixo, se colocdo na horizontal, é possível ver uma espécie de monstro engolindo a criança, e por isso ela chora.

















Neste outro, se observarmos com atenção, percebemos o motivo pelo qual a menina chora: ela tem o braço direito amputado. Depois de um estudo anatômico, concluiu-se que seu antebraço esquerdo também estava deslocado, ou simplesmente fora de lugar. A mão e os dedos estão inchados e os cantos das unhas arroxeados, características comuns de membros necrosados. Supõe-se, também, que há sangue pintado na imagem, o que, num primeiro momento, aparenta ser a manta da menina se desfiando.




A figura abaixo mostra o braço na altura certa, se não estivesse deslocado.





Se deitarmos o quadro pela direita, a figura tomará a forma de uma pessoa morta (deitada com obraço sobre o peito).





E se deitarmos o quadro pela esquerda, iremos perceber com muita clareza que o braço na verdade não é propriamente dela, mas sim de uma outra pessoa (de um homem) que estaria carregando-a como se fosse um embrulho.






Outra mensagem, é que neste quadro existe uma mão que está estrangulando o pescoço da criança. O fato de a garota estar com a pupila totalmente dilatada, apesar de haver luz no ambiente, é interpretado como evidência de que ela estaria morta ao ser retratada.




Ui que meda!

segunda-feira, 12 de março de 2007

O que você viu?



E aí, o que você vê na foto?





Jesus Cristo? Um anjo da guarda? Um salvador?

Eu também... Mas na verdade não é. O homem que segura o outro na foto é um vampiro. Reparem nos olhos dele, certamente um anjo não teria um olhar assim! Também nao teria motivos pra o cara que ele tá segurando andar com uma estaca por aí (reparem no caminho de sangue se formando embaixo). Essa é mais uma foto da série mensagens subliminares.

Essa imagem reflete a nossa primeira impressão daquilo que vemos, ou que pensamos das pessoas.


Aposto que se eu tivesse advertido antes sobre a foto, ninguém teria visto Jesus Cristo, ou um anjo da guarda, ou um salvador...



quinta-feira, 8 de março de 2007

Apresentando: meu amigo Plank

Todo mundo deve ter pelo menos um amigo de verdade.

Alguém que você confia, conta todos os seus segredos, e que... nunca te dá conselhos.

É verdade, ele não se manifesta. Tem uns que ao telefone sempre te deixam falando sozinho ou só respondem com monossílabos. E até pessoalmente eles fazem isso! Ou que nunca retornam as suas ligações telefônicas. Nunca te mandam e-mails, sempre te deixam teclando sozinho no MSN. Mas uma coisa é certa, eles estão sempre ali pra te ouvir.

Você não sabe, mas esse é o seu melhor amigo Plank.

Vou explicar.

Pra quem não conhece, existe um desenho canadense produzido pela a.k.a CARTOON, adaptado para a versão do canal Cartoon Network (TV por assinatura) no Brasil, que se chama Du, Dudu, e Edu. São três garotos vizinhos em um bairro de classe média, que têm um objetivo comum na vida - montar esquemas para ganhar dinheiro e comprar balas de caramelo. Os três são inseparáveis e a toda hora se envolvem em confusão com outros meninos do bairro. E no meio de toda essa gente, aparece o Plank. Ou melhor, ele rouba a cena fazendo simplesmente nada. É que na verdade, o Plank não pode fazer muita coisa, porque ele é um pedaço de madeira, com dois olhos e uma boca pintados.

Mas como ele é amigo!

O Plank é tão importante, que ganhou um clip musical exclusivo no Cartoon Network. Aí você deve estar se perguntando como eu conheci o Plank.

Bom, há 23 anos atrás, a cegonha deixou para a minha mãe uma encomenda ESPECIAL: O meu irmão, que é a alegria e a luz da minha vida, e da minha família, e que me torna, aos 20 anos, uma criança. Foi ele quem me apresentou ao Plank e quem me fez pegar a letra no site Vaga-Lume e aprendê-la, porque ele sabe cantar toda e eu não! E porque ele ficava chateado quando eu cantava “Você vai virar picolé de caju”, ao invés de “picolé de cachorro”. E agora toda vez que toca Meu melhor amigo Plank no Cartoon, ele grita me chamando e eu corro pra a gente cantar juntos.
Me identifiquei com o Plank. Ou melhor, identifico o Plank com o meu irmão. Verdade, os dois tem um “semblante tão sereno” , como fala a música, e um “sorriso tranqüilo”.

Por isso, queria pedir que não fiquem chateados com os amigos Plank que vocês têm por aí. Porque o “silêncio profundo” deles responde bem mais que muitas palavras!



“Já te vi inchado depois de uma enchente. Te vi mas nunca percebi sua dor, FOI O CUPIM”.

“Se não quer dizer não vou perguntar. Se é VERNIZ que está tomando.”





Meu melhor amigo Plank! =]]]]


Amor da minha vida!
Amor de "Maía".





quinta-feira, 1 de março de 2007

Cana literária




Aí eu só me lembro que no meio do caminho tinha uma pedra...





quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Ariano, posso...




– Ariano, posso tirar uma foto com você?

– Claro, minha filha.







































Minha gente, de onde apareceu tanta mulher eu não sei. Mas que Ariano deve ter se sentido o próprio Gianecchini, isso sim.

Não vou citar nomes, mas tem uma lá trás que só aparece o olho.

Outra, lá embaixo, botou a mão no joelho pra se abaixar e fazer bonito no click.

E a minha cara de “tô me segurando pra não rir”, e ao mesmo tempo sentindo uma vergonha alheia por toda aquela tietagem!

Ariano Suassuna é poeta, dramaturgo, romancista e idealizador do Movimento Armorial. Um movimento que tem como conceito criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular.


Popular ≠ Povão


Entendam a diferença...


[Populares em manifesto]







[Mulher num belo "à milanesa" na praia]










É Ariano, faltava essa pro seu currículo!

E eu que queria botar minha foto numa moldura...





sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Cuide bem do seu Bonsai

Um dia, algum horticultor teve a idéia de plantar uma árvore em um jarro. Para isso, a espécie teve que ser miniaturizada, sem que a sua genética fosse alterada, preservando em proporção o tamanho de seus frutos ou suas folhas. Foi mais ou menos isso que os chineses fizeram por volta do século VIII, quando apenas nobres cultivavam esses exemplares. Bonsai, que em japonês quer dizer "árvore em bandeja”, é uma arte que exige muito mais que técnicas de jardinagem,exige, também, muita dedicação.
Hoje em dia muitas pessoas cultivam Bonsai pelo mundo todo, e cursos são oferecidos a bonsaistas iniciantes, onde é possível aprender dicas sobre poda, rega, adubação e outros cuidados. Mas o que poucos sabem, é que o Bonsai reflete em sua vitalidade, o sentimento de quem o cuida. Segundo a lenda, um homem deu à sua noiva um lindo Bonsai Negari, sem saber ele, que a sua amada estava predestinada a cuidar da planta como se estivesse cultivando o seu amor naquele jarro.No começo, ela regava duas, ou até três vezes por dia, mais do que o indicado. Assim como dedicava o seu amor, mais do que o estimado. Ela ansiava pela primavera, para poder fazer a primeira poda. Reduziu o tamanho das folhas e deu um novo formato à árvore, deixando-a ainda mais bonita. Até que depois de um certo tempo, ela descuidou do Bonsai. Também já não amava o seu noivo como antes, não lhe dava atenção, assim como não regava a planta. As raízes começaram a ficar expostas, o caule cada vez mais inclinado para o mesmo lado em que o sol batia, e a folhagem ressecada. O noivo perguntou se ela ainda cuidava do Bonsai, e vendo que não, sugeriu que ela trocasse o adubo. E é mais ou menos isso que acontece com a maioria dos casais que passam por maus momentos em seus relacionamentos. É preciso repor os nutrientes, o solo não pode estar muito úmido, nem muito seco, tem que haver um equilíbrio. Mude tudo que está errado no seu amor, procure um meio-termo, sem exageros. Não há uma regra geral para a quantidade de água, mas enquanto o solo estiver encharcado, será suficiente. Dê amor sem pensar no quanto, mas até que se sinta amado o bastante. Dê luz à sua planta apenas algumas horas do dia, ela prefere o escuro e os locais mais arejados. Lembre-se que cada um precisa do seu espaço, e de liberdade. Dessa forma, a moça aprendeu a cuidar do Bonsai, e recuperou o seu amor.

Você deve estar se perguntando o porquê de até hoje o seu Bonsai estar com as folhas secas, as raízes expostas, e o caule inclinado pro lado que o sol bate. Vai ver você ainda não aprendeu a cuidar do seu Bonsai. Ou talvez, ainda não tentou aprender.



P.S.: A lenda do Bonsai na verdade não existe, criei apenas para dar ilustração ao texto.

Jeito fera de ser (Parte II)


No ferês o apelido é muito mais forte que o nome. E com toda razão. Utilizando esse artifício, não há possibilidade de cometer qualquer tipo de engano, e ainda permite saber se a pessoa, de fato, conhece o indivíduo.

Exemplo:

Apelido: Chico do Monza

Nome: Francisco Cláudio da Silva

Se você chegar no bairro e perguntar por Francisco Cláudio, as pessoas não saberão responder, isso é fato. A primeira coisa que irão perguntar é: "É um q tem um monza é fera?”.

Relato de um apreciador do “jeito fera” de falar:

“Tinha uns feras que moravam numa favela perto do meu prédio que às vezes jogavam bola. Os apelidos: Catota, Suvaco,Ninoca,Capilé, Deda, Naudo, Junho, Frauvo, Galegu, Alemão.
Aí, quando alguém fazia alguma besteira jogando, eles falavam:

“Porra suvaco, vou dá-le um cocoroti no quengo VÚ!”


Felipe Marrone posando pro Blog Só Maria. "Fera que é fera vai pra jovem!"


O Jaísmo

Outra peculiaridade da língua é o Jaísmo, uma demonstração clássica de colocação pronominal do dialeto ferês:

Exemplo:

Nalva – Suedsuoooooo vem tuma banho minino maluvido!!
Suedson – Eu JÁ vou JÁ!

O Suedson usou conscientemente o jaísmo como uma pró ênclise, pois o jaísmo é utilizado em expressões de ênfase. Suedson só estava querendo dar a certeza de que ele estava indo tomar banho no último JÁ.
Portanto, o Jaísmo é um exemplo clássico de colocação pronominal no dialeto ferês.

Outros exemplos:

Eu JÁ peguei JÀ!
Eu JÁ fui JÁ!

Pra finalizar, eu abri um espaço onde os apreciadores do “jeito fera de ser” podem contar alguma coisa fera que já fizeram.

OBS: Os feras usaram pseudônimos para preservar a verdadeira identidade.

“Eu já coloquei tampa da margarina no pneu da bicicleta pra fazer barulho como se fosse um motor.” (Marcos Suel)

"Eu tinha um tênis, tava velho para peste, mas adorava o bicho. Em uma viagem , só tava com ele de calçado e solado caiu. Pra não ficar descalço, aderi a moda fera: amarrei o solado com o cadarço. Eita fera da peste!” (Marlou Brando)

“Eu já fiz um mói de coisa de fera q nem dá pra contar tudo aqui, mas minha irmã do meio foi campeã. Tava ela na feira de Camela (município perto de Ipojuca, onde minha mãe nasceu), onde passávamos férias quando éramos pequenas, e ela queria comprar um pacote de biscoito chamados waffers (pronuncia -se uêifers), muito apreciados na época ( tinha morongo, chacolate,imbacaxi,palmilha). Ela tinha uns 11 anos e foi numa barraca ver se tinha, e pensou "esse fera não vai entender se eu pedir ueifers, vou falar a língua dele. E lascou um: "Moço, tem Váfers?"
No que o fera respondeu: "Tem ,fia, mas é UÊIFERS,ví, né VÁFERS não!"
A pobre da minha irmã.Até hoje a família tira onda.” (Kelly Xarlene)

Se você também já fez alguma coisa de fera, ou conhece um, conte pra gente a

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Jeito fera de ser (Parte I)


Já se foi o tempo em que o inglês era a língua universal, era charme hablar em espanhol, ou fazer biquinho pra falar francês.

Porque difícil mesmo é falar “feitu fera”.



Definição:

É uma combinação complexa de VI, VU, ecos e redundâncias. Possui um vocabulário muito vasto, que tem em sua pronúncia o principal diferencial.

Frases como:

"Tu soi fogo vi!?"
"Eu JÁ parei cum isso JÁ"
"Eu vou amucega esse ombidus vú!"
"Esse toca-fita é daquele de CD é?"
"Eu num seiu naum vi."
"Tu fala expricado que só!!"
"Naduuôôô.....quase que a bicicreta pega ineum."
"Fera, intera meu compreto."
"Qui fosse otro vu!?"
Todas essas expressões fazem parte do dia-a- dia dos FERAS.



Modos de identificar um fera:


Possíveis nomes:
Naduo, Welintuo, Waxingtuo, Biruiduo, Suedsuo...entre outros.

Como se locomovem: Bicicreta, ombidus, di a pé e moto tombein.

Onde está o pequeno Wallace???


Milhões de pessoas já falam fluentemente o dialeto ferês, e recomendam àqueles que ainda não tem o domínio da língua, fazer um intercâmbio na favela mais próxima.

Algumas contribuições dos feras:

"Oa marcelo eu já vô indo já porque vô dar uma passadinha ali no Hospital Roberti Seis."

Traduçao: Hospital Albert Sabin

“Colocasse a peluca no vrido?”

Tradução: Película, vidro

“Hoje eu to sem inchegar nada... porque eu disnatei a bubilha."

Tradução: Dilatei a pupila.

"Dotor se eu visse uma "arma" sebosa dessa arranhando o carro, eu ia ficar só olhando até o "arma" terminar o seuvisso dele, quando ele terminasse eu quebrava os dois braços, ingual um amigo meu fez quando viu um robando as carlotas dum carro."

Tradução: Serviço, calota.

"Num seiu qui eu vô porque o Vauter Parqui é muito caro."

Tradução: Water Park.

“Aí vêi um oimbu dali né? Aí vinha uma moto ali né? Aí foi, foi, foi, foi e bêi !!! Aí vige, apoi foi fêi dimai o hômi avuano pra detrai do pé di pau. Aí apoi foi isso, seu doto.”

(Sem trdução)

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Pelas crianças de Cabul


“No Afeganistão têm muitas crianças, e pouca infância”.


Essa foi apenas umas das frases que me marcou após ter lido O Caçador de Pipas, do afegão Khaled Hosseini. Se eu pudesse botar nos outdoors da cidade um aviso para que todos lessem essa obra prima, não seria exagero comparado ao brilhantismo que é este livro. Faria isso pelo simples fato de que a mensagem deixada após o fim da leitura, é coisa que, acredito eu, impossível de ser esquecida.

O livro se passa em Cabul, capital do Afeganistão, em meio aos campeonatos de pipa que acontecem na cidade no período pré-guerra civil. É nessa época que é contada a história de dois garotos de etnias diferentes. A amizade envolvida por sentimentos de culpa e redenção, de um menino rico chamado Amir, e o filho de um empregado da família, Hassan. A história começa com a queda da monarquia do Afeganistão, decorrente da invasão soviética, a massa de emigrantes refugiados para o Paquistão e para os EUA e a implantação do regime Taliban.

O autor consegue levar até o leitor o sentimento de amargura que é viver em um país cujas crianças perdem seus pais ainda muito novas, cidadãos são perseguidos por generais taliban, e as mulheres são humilhadas, apedrejadas em praça pública, e reprimidas.

Várias palavras em farsi, a língua falada no Afeganistão, são mencionadas no decorrer da história, o que desperta um interesse no leitor em saber ainda mais sobre a cultura do Oriente Médio. Ao tratar carinhosamente uns aos outros, os personagens acrescentam ao fim de cada nome o termo jan, com por exemplo, Amir jan, Baba jan. Baba, que quer dizer pai, é quem no livro explica ao filho Amir, que só existe um pecado na vida, e esse pecado é roubar.


“Ao matar, você está roubando uma vida, roubando da esposa o direito de ter um marido, roubando dos filhos um pai. Quando mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando trapaceia, está roubando o direito à justiça”.


Quando o livro acaba, um vazio toma conta, e não é à toa que muitos falam da sensação de "depressão pós Caçador de Pipas". Uma história cheia de emoções, que eu diria apenas que leiam. Afinal, ler é um privilégio para poucos. Façam pelas crianças afegãs, cujo sonho de aprender a ler é algo distante. Pelas mulheres que são proibidas de ouvir música, ler ou ver TV. Pelos homens que dão a vida por um país que nada pode fazer por eles. Leiam, e depois me digam o que sentiram.

Mais uma coisa, o livro vai virar filme, e está sendo produzido pelo diretor Marc Forster, e chega ao Brasil (infelizmente) só em janeiro de 2008.


Salaam Alaykum, Maria jan


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Do Youtube para a fama!

Abaixo do patamar dos atores globais (mas já bem perto), os atores amadores “youtubais” estão se destacando cada vez mais em vídeos de produções caseiras postados no site.

É o caso do jovem brasiliense Guilherme Zaiden, de 18 anos, que vem se consagrando na indústria cinematográfica da internet com seus vídeos pra lá de criativos. O sucesso se consolidou com o curta “Confissões de um Emo”, narrado pelo personagem “Boquinha de Algodão”, que causou grande polêmica por parte dos jovens integrantes do movimento. Em entrevista recente, Zaiden falou sobre a fama, o assédio dos fãs no Orkut, e salientou que não quer ser visto apenas “como um rostinho bonito e um corpinho sarado na telinha”.


Ele também confirma ter recebido propostas para posar nu, mas que não vai sair em nenhuma revista porque a sua mãe não deixou. Sete são as produções feitas pelo estudante, que vão de regravação de clips famosos, como Promiscuous”, da cantora pop Nelly Furtado, até um telejornal evangélico “Jesus te ama”, apresentado pelo Pastor Cerafim, que na minha opinião, é o melhor.

Sabe quando eu digo que “a porta do céu mede 40 cm”? É desse vídeo que tirei essa máxima. Enfim, o garoto tem um forte senso crítico, e concilia criatividade, ironia e sarcasmo, em seus vídeos, finalizando em ótimos trabalhos.



Alguns links dos vídeos de Guilherme Zaiden

Confissões de um Emo

Promíscua

Jesus te ama

Entrevista com Guilherme Zaiden