quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Exemplo de Pai

Antes da primeira postagem, vou fazer algumas apresentações.

Na hora de criar o nome do blog, me peguei por uns dez minutos pensando num título legal, criativo, e ao mesmo tempo simples. Não vinha uma idéia sequer. Lembrei que desde que eu me entendo por gente, quando alguém pergunta o meu nome e eu respondo, sempre tem quem pergunte “Maria de quê?”, e eu respondo: “Só Maria”.

Engraçado, mas ao contrário do que eu imaginava, minha mãe pensou sim em de quê a Maria dela seria. Maria do jeito simples mesmo, só Maria, sem Júlia, Eduarda, ou qualquer outro nome depois. Bem direto né? Essa é a idéia do blog, que de um jeito não muito complicado, eu poça compartilhar com vocês tudo aquilo que eu reúno no “favoritos” do meu internet explorer, e no “favoritos” do meu dia-a-dia mesmo, coisas que quando eu mostro pra alguém, tem quem diga “Só Maria, pra vir com uma dessas”.


Para refletir...

Vale a pena dedicar os quatro minutos que duram esse vídeo para assistir esse exemplo de determinação, amor e carinho deste atleta do Ironman. Olhem o que este pai fez para realizar o sonho do filho, e que sirva de lição para nossas vidas.
O filme não se refere a um "mero" triatlon (750 metros de natação / 20 km de bicicleta / 5 km de corrida), o que, por si só, já seria um feito maravilhoso. Coisa de que um pai sentiria orgulho pra sempre. Na verdade, o esforço sobre-humano desse pai foi feito, acredite se quiser, num Ironman, 3.8 km de natação / 180 km de bicicleta / 42 km de corrida. Em determinado ponto da prova (e a prova tem um tempo limite para ser executada), o pai quase foi impedido de prosseguir, pois já ultrapassara o limite permitido. Mas, por ser uma situação especial, deixaram-no prosseguir até o fim. Perceba pelo filme, que pai e filho terminam a prova somente no dia seguinte.


O pai se chama Dick, vive em Winchester, nos EUA, com o seu filho Rick e a esposa. Ao nascer, Rick foi estrangulado pelo cordão umbilical durante o parto, ficando com uma lesão cerebral e incapacitado de controlar os membros do corpo. Rick se comunica através de um computador adaptado, e foi através dele que disse ao pai que queria participar de sua primeira corrida. Não só um desafio para o garoto, como também para Dick. E que vem sendo traçado desde 1979, quando correram pela primeira vez a Maratona de Boston.

Hoje, Dick Hoyt já participou de 212 triatlons, inclusive quatro cansativos Ironmans de 15 horas no Havaí. Deve ser demais alguém nos seus 25 anos de idade ser ultrapassado por um velho rebocando um adulto em um barquinho, você não acha? Então por que Dick não competia sozinho?
”De jeito nenhum”, ele diz. Dick faz isso apenas pela sensação que Rick pode ter , e demonstrar com seu grande sorriso enquanto correm, nadam e pedalam juntos.
Este ano, aos 65 e 43 anos de idade respectivamente, Dick e Rick completaram a 24ª Maratona de Boston na posição 5.083º entre mais de 20 mil participantes. Seu melhor tempo? Duas horas e 40 minutos em 1992, apenas 35 minutos a mais que o recorde mundial que, caso você não saiba, foi batido por um homem que não empurrava ninguém numa cadeira de rodas enquanto corria.
“Não há dúvida!”, digita Dick, “Meu pai é o Pai do Século”.

E é mesmo.


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